16 março 2016

Paralisação tem adesão de mais de 70% dos trabalhadores em educação


Contrariando o que esperava o governo de Valeria do Manin, que acreditava que os servidores não teriam coragem de cruzarem os braços pela luta por seus direitos, a grande maioria dos trabalhadores em educação de Araioses parou neste primeiro dia de paralisação.

“Os servidores a cada situação imposta por esta administração, tem demonstrado maturidade, não se curvando aos caprichos e intimidações de gestores que esquecem que o tempo da opressão passou. Servidor público, concursado e em pleno exercício das suas prerrogativas, só se deixar oprimir se não conhecer os seus direitos. Passou-se o tempo da ignorância; a paralisação é uma ferramenta legitima dos trabalhadores e depois de esgotado todas as tentativas de negociação sem acordo por parte de Valéria, não restou outra opção senão parar”, declarou Marcio Maranhão, assessor de comunicação do sindicato.

A pauta reivindicatória do SINDSEPMA, foi discutida exaustivamente. E até mesmo depois da assembleia realizada dia 5, a diretoria do sindicato e demais representantes dos trabalhadores em educação, voltaram a discutir a pauta na segunda feira dia 7, com a prefeita, secretaria de educação e procuradoria. E surpreende agora, nesse primeiro dia de paralisação, manobras muito bem sincronizadas estejam sendo efetuadas para enfraquecer o movimento, como a oferta de vantagens indevidas aos servidores por parte de gestores de escolas, como trabalhar nos dias de paralisação e folgar na semana seguinte.

Sobre o assunto, o presidente do sindicato, professor Arnaldo Machado, manifestou a sua indignação com a manobra: “Estão tentando boicotar nossa paralisação, que é direito nosso e legitima diante da legislação vigente. Constrangendo os servidores, questionando-os a toda hora se vão ou não parar, oferecendo folga na semana seguinte para os servidores trabalharem durante o período de paralisação”.

“Nossos servidores são livres para tomarem suas decisões e julgarem pelos próprios interesses; individuais ou coletivos, mas da forma como estão sendo assediados é imoral e tomaremos as medidas judiciais necessárias”. Completou Arnaldo Machado. 

Em nota à imprensa local, nesta segunda feira 14, o procurador Alberto Loyola declarou:

“No presente caso concreto, entendemos que o serviço público educacional caracteriza-se como de extrema essencialidade. Entendemos ainda que o direito fundamental à educação é de extrema importância para o pleno desenvolvimento da criança e do adolescente, devendo sua prestação ser contínua e ininterrupta em detrimento ao direito de greve dos servidores”.

Mas questionado sobre a oferta de folgas aos trabalhadores em dias não deliberado para paralisação e em que os servidores deveriam estar trabalhando, Alberto Loyola disse não ter conhecimento e considerou os casos isolados, sem a orientação de qualquer autoridade do governo municipal. 

Mas para o Arnaldo Machado, a manobra tem o único objetivo de prejudicar a adesão à paralisação que ocorre não somente em Araioses, mas no Brasil inteiro.


ASCOM –SINDSEPMA

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